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Hoje em dia a caminhada é o exercício mais popular, porque não implica custos, não requer local específico de prática, e a maioria da população pode praticar, sendo a forma de actividade física aeróbia de mais fácil acesso. Os exercícios aeróbios aumentam a capacidade de fornecer e utilizar oxigénio nos músculos, o que lhes garante um bom funcionamento.

Permite que haja um aumento do fluxo sanguíneo, que ajuda a preservar a integridade das veias e artérias, dificultando igualmente o depósito de gordura na parede dos vasos, reduzindo assim os riscos de mortalidade por doença cardiovascular.Estudos longitudinais mostram que o exercício regular reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2, independentemente do grau de adiposidade.

O exercício aeróbio de leve a moderada intensidade, em conjunto com leve perda de peso e dieta saudável, diminui em 50% o risco de indivíduos com intolerância à glicose evoluírem para diabetes. Outros estudos sugerem que exercícios aeróbios regulares no período pós-menopausa aumentam os níveis de HDL-colesterol, diminuem os níveis de LDL-colesterol, do colesterol total, da gordura corporal total e da gordura abdominal. A prática de caminhada regular não implica uma relação directa com a diminuição do índice de massa corporal (IMC), já que o exercício aeróbio regular proporciona uma redução da massa gorda, aumentando a massa magra.

De acordo com a World Health Organization (WHO) (2006) o exercício aeróbio tem um papel importante na prevenção de alguns tipos de cancro, nomeadamente do cólon e da mama.Por outro lado, caminhar com passos rápidos previne a osteoporose, pois contribui para o aumento da densidade óssea em todo o esqueleto, estejam os ossos envolvidos com sustentação de peso ou não.

Os benefícios da caminhada apresentam ainda benefícios de ordem psicológica que se prendem com a melhoria dos estados de humor: redução da tensão, depressão, raiva e confusão, acréscimo da vitalidade, vigor e clareza. Estão igualmente associados benefícios psicoterapêuticos, nomeadamente no tratamento da depressão e ansiedade.Todavia, ainda não está totalmente esclarecido qual a “dose-resposta” mais indicada para se alcançar estes benefícios.

Por exemplo, embora vários autores se refiram a um período mínimo de 30 minutos diários, um estudo multidisciplinar concluiu que o acto de caminhar repartido por 3 períodos do dia e com duração de 10 minutos por período tem o mesmo incremento. Para o CDC (Center for disease control and prevention) e para American College of Sports Medicine os indivíduos devem realizar actividade física de intensidade moderada, pelo menos 30 minutos por dia, de preferência todos os dias da semana, de forma contínua ou acumulada.

Neste sentido a implementação de hábitos de actividade física, tais como a caminhada no quotidiano é essencial na prevenção da deterioração da saúde, atenua o declínio da função física e possibilita uma melhor qualidade de vida.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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