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Associação de Cidadãos preocupada com degradação da zona ribeirinha de Esposende

Por causa do lixo e até frigoríficos que se encontram nos passeios da zona, a Associação fala de 'possível atentado ambiental'.

Associação de Cidadãos preocupada com degradação da zona ribeirinha de Esposende

Por causa do lixo e até frigoríficos que se encontram nos passeios da zona, a Associação fala de 'possível atentado ambiental'.

Associação Cidadãos de Esposende expressou a sua preocupação com o estado de degradação da zona ribeirinha do concelho, falando de um possível "atentado ambiental." O lixo que se encontra nos passeios são motivo de alerta para a Associação, que enviou ao presidente da câmara municipal de Esposende, Benjamim Pereira, um registo sobre o estado da zona ribeirinha.

A intenção do relatório foi alertar o máximo responsável local sobre o que a Associação considera ser o estado lastimoso em que se encontra um dos locais mais procurados por quem visita Esposende.

Problemas com possível impacto ambiental

São várias as situações que a Associação fez chegar a Benjamim Pereira, destacando uma falta de limpeza generalizada em toda a zona sul, e a acumulação de objetos em áreas destinadas ao estacionamento, sendo alguns dos objetos arcas frigoríficas, tal como mostram os registos fotográficos realizados no dia 9 de julho. A Associação diz não se entender que em 2020 estejam frigoríficos em plena zona de passagem, mais ainda quando esses objetos são equipados com compressores ou sistema de circulação de gás que podem libertar contaminantes do ambiente como os CFC — químicos sintéticos denominados clorofluorocarbonetos.

A Associação pretende entender se a zona sul, que em agosto de 2007 foi alvo de um arranjo urbanístico, é hoje um espaço para depósitos ou uma zona turística, não sendo possível coabitar ambas.

A Associação pretende ainda entender se o "estado lastimoso" do espaço é do conhecimento do presidente e a ser que motivo apresenta para não ter realizado qualquer intervenção do espaço.

Pedidos de limpeza

A organização considera urgente limpar toda a zona, retirar de imediato todos os objetos perigosos e estabelecer que espaços são usados pelos profissionais da pesca e que locais são para uso desportivo ou de lazer.

Neste momento, quem chega à zona ribeirinha sul apenas verifica uma grande confusão, diz a Associação.

Depois da praça das lampreias, que esteve vários meses com o piso desfeito, da marginal com buracos, dos passadiços partidos ou da ponte D. Luís Filipe com aberturas para o rio, agora é a zona ribeirinha que preocupa a Associação.

Segundo a mesma, as suas intervenções "são sustentadas nos pedidos realizados pela comunidade", que procura na organização virada para os cidadãos um suporte para a resolução dos problemas locais.

Para os responsáveis da organização, "não se entende" que um espaço turístico esteja ao abandono, mais ainda quando Esposende se pretende afirmar como um concelho integrado no conceito SmartCity, sendo necessário intervir nos problemas reais porque são esses que afetam quem reside no concelho e quem visita Esposende. A zona ribeirinha, segundo a associação, é um problema real que deve ser alvo de uma intervenção imediata.

 

 

Autor: Cidadãos de Esposende
Fonte: Cidadãos Esposende
Sexta-feira, 10 de Julho de 2020 - 07:36:42

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